quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cirurgia para Ceratocone

Hoje em dia o ceratocone tem soluções cirúrgicas que não existiam há uns anos atrás. Pensava-se que era uma patologia muito rara e os pacientes tinham, na maior parte dos casos, um diagnóstico de astigmatismo (irregular) e tinham uma 1ª opção: utilizar óculos de correcção, 2ª opção: (caso a qualidade de visão não fosse muito boa com óculos) utilizar lentes de contacto rígidas ou semi-rígidas e uma última opção (caso a córnea apresentasse alterações que impossibilitavam uma visão razoável) de transplante de córnea.

Com o advento de técnicas laser para correcção de miopia e astigmatismo foram-se fazendo topografias de córnea de forma consistente como parte dos exames pré-operatórios, tendo-se verificado que o ceratocone era uma patologia muito mas frequente do que se imaginava. Na maior parte dos casos continuava a ser uma doença de origem desconhecida e de evolução muito variável. Em outros casos eram consequência do tratamento laser, especialmente numa 1ª fase onde não se faziam topografias prévias ao tratamento.

A investigação e acompanhamento dos casos de ceratocone/ectasia de córnea passou a ser muito mais rigoroso e começaram a aparecer novos modelos de tratamento cirúrgico menos invasivos que o transplante de córnea e alguns tratamentos médicos (ex: cross-linking) que pretendem “fortalecer” os tecidos da córnea e evitar que eles se modificassem de forma a criar problemas complexos de visão.No caso do cross-linking há já muitos estudos publicados justificando o seu benefício mas não há ainda um estudo em larga escala que defina de uma forma muito clara e objectiva quais os pacientes que devem ser tratados com esta técnica e quais os resultados previsíveis.Já no que respeita a novas formas de tratamento cirúrgico, a INSERÇÃO DE ANÉIS INTRACORNEANOS é uma técnica bem estabelecida e com largos anos de estudo/experimentação. 

Durante todos estes anos houve uma evolução não só na qualidade dos anéis a inserir na córnea de modo a torná-la menos irregular, como também na técnica de introdução dos mesmos no estroma corneano. O túnel para inserção do anel é criado por um laser num tratamento inicial que demora apenas uns segundos sendo que, uns minutos mais tarde, é inserido o anel com apoio de um microscópio específico. Todo este procedimento demora menos que meia hora e a anestesia utilizada é apenas local (gotas). De seguida o paciente abandona a Clínica e é revisto no dia seguinte. Pode dizer-se que é uma técnica segura, passível de alterações e de remoção dos anéis caso o mesmo se justifique e com bons resultados. 
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