Este espaço foi criado para educar, informar e orientar as famílias e pacientes com Queratocone / Keratocone / Ceratocone. Em torno desta doença não só existem os medos, os mitos, mas também muita desinformação que pode levar a uma má escolha do tratamento ou na pior das hipóteses, não se decidir ir a uma consulta com um especialista.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
domingo, 28 de dezembro de 2014
Transplante lamelar de córnea – A mudança radical de um paradigma
A córnea é uma estrutura transparente localizada na superfície do olho que é completamente transparente e permite a passagem da luz de forma a que a imagem seja visualizada adequadamente no fundo ocular (retina). Quando ocorre perda da transparência da córnea, necessitamos de um transplante de córnea.
As doenças mais frequentes que necessitam de transplante de córnea são o queratocone em fase avançada (alteração da curvatura da córnea com adelgaçamento irregular), as distrofias corneanas, sendo a distrofia de Fuchs a mais frequente (situação bilateral, muitas vezes familiar, mais frequente em senhoras a partir da idade média de vida), que levam a uma diminuição progressiva da transparência da córnea e a queratopatia bolhosa, muitas vezes consequência de procedimentos cirúrgicos complicados após cirurgias de catarata e outras e que acarreta uma descompensação da córnea com diminuição da visão e, muitas vezes, dores.
O transplante de córnea é uma cirurgia que consiste em substituir uma córnea doente por uma córnea saudável proveniente de um dador com a finalidade de melhorar a visão no mais rápido espaço de tempo e com as menores complicações possíveis.
Por ano são realizados cerca de 700 transplantes de córnea em Portugal que podem ser de dois tipos: transplantes penetrantes (substituem toda a espessura da córnea), e que hoje se realizam cada vez menos, e os transplantes lamelares (substituem apenas a parte da córnea que se encontra lesada).
Os transplantes de córnea totais (penetrantes) estão associados a uma recuperação da acuidade visual demorada (muitas vezes superior a um ano e com refrações acentuadas), com necessidade de múltiplas consultas para remoção seletiva dos pontos e com uma frequência de complicações maior.
Os transplantes lamelares, fundamentalmente os posteriores da córnea, utilizados principalmente na distrofia de Fuchs e na queratopatia bolhosa, permitem unicamente a substituição do endotélio doente e constituíram um avanço significativo na rapidez, segurança e conforto da transplantação corneana, ao substituir apenas a camada da córnea afetada.
Esta técnica inovadora apresenta grandes vantagens em relação à penetrante, uma vez que reduz o tempo de cicatrização e recuperação permitindo uma recuperação de visão maior e mais rápida, exige menos consultas de seguimento, diminui a taxa de infecções e apresenta uma baixa taxa de rejeição da córnea transplantada, quando comparada com a técnica convencional.
Um dos objetivos destas técnicas cirúrgicas mais recentes é a obtenção de lamelas o mais finas possíveis de modo a possibilitar a mais rápida recuperação de visão.
Neste sentido, o nosso grupo desenvolveu uma técnica pioneira a nível mundial, em que obtém consistentemente e de forma segura, lamelas de córnea inferiores a 120 micras de espessura (DSAEK ultrafino com laser de Femtosegundo), que possibilitam uma recuperação de visão muito mais rápida. O laser de Femtosegundo, associado a uma maior segurança e predictabilidade, apresenta a grande vantagem de fazer incisões na córnea com profundidade e diâmetros desejados e com uma precisão jamais alcançada por outra técnica. Os resultados que obtemos, frequentemente com acuidade visual corrigida de 20/25 (oito décimos) ao 6º mês pós-operatório, sem perda de córneas durante a preparação dos enxertos nem falências primárias demonstram a segurança, predictabilidade e melhoria visual significativa que a técnica desenvolvida permite alcançar.
Trata-se verdadeiramente de uma mudança radical na forma de tratar doenças da córnea frequentes, que outrora condenavam os doentes a processos de recuperação penosos e com resultados visuais muitas vezes dececionantes.
Autoria - Prof. Joaquim Neto Murta
Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e coordenador da Unidade de Oftalmologia de Coimbra (Idealmed)
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
sábado, 15 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
O que é o Queratocone?
O Queratocone é um distúrbio ocular degenerativo, que implica modificações estruturais
importantes da Córnea.
O nome Queratocone advém do Grego Kerato – Córnea , Conus – Cone , por isso,
Córnea cónica, a estrutura assume uma protuberância normalmente central/inferior, e
que clinicamente é designada por ectasia.
No Queratocone, embora um dos olhos apresenta uma maior saliência,
maioritariamente o olho esquerdo, ambos os olhos são acometidos pelo distúrbio.
Não existe total consenso sobre a sua causa, embora a maioria dos estudos referem
uma relação de Hereditariedade.
Como resultado do seu aparecimento, a córnea apresenta uma redução significativa da
sua espessura no ponto central da protuberância, e a medida que progredi induz uma
importante distorção de imagem, quantificada através de Astigmatismo e Miopia
associados.
A correcção inicial é efectuada através de óculos, embora os resultados alcançados com
lentes de contacto sejam mais favoráveis.
As lentes de contacto permeáveis aos gases, também designadas semi-rígidas, são de
primeira eleição para a correcção do estado refractivo do paciente.
Estas lentes devem encaixar totalmente sobre o apéx do cone, para não danificá-lo e
também, apresentar estabilidade na porção restante da córnea.
O excesso de movimento da lente, normalmente associado a má relação existente entre
a periferia da córnea e as curvas da lente, induz a sensação de corpo estranho e a
rejeição do paciente a adaptação.
Uma vez bem adaptada, o somatório, córnea, lágrima existente por debaixo da lente e
lente, dão origem a uma nova estrutura solidária e regular, que corrige o erro refractivo
ocular existente e o paciente sente-se confortável.
Por isso, se apresentar dificuldade de adaptação a sua lente, isto pode significar uma
adaptação inadequada.
Hoje, no Centro Ortoqueratológico, adaptamos lentes propositadamente desenhadas
com base na curvatura periférica corneal apresentada pelo paciente, isto, só é possível
através da Queratoscopia Computorizada, que permite obter um mapa da provável
curvatura corneal do paciente.
Com este tipo de lente conseguimos elevar o número de adaptações com sucesso e
reduzir o número de visitas para adaptação.
Contudo, existem pacientes mais sensíveis que optam pela nossa lente hidrófila para
queratocone, normalmente são pacientes que não se adaptaram as lentes semi-rígidas
e que inclusive, estão traumatizados pela experiência negativa passada com lentes de
contacto.
A adaptação destas lentes é praticamente imediata, bem como, a recuperação da visão.
Estas lentes são hidrófilas e em nada se assemelham as Híbridas que possuem uma
zona central permeável aos gases ou semi-rígida e parte periférica hidrófila.
Por fim, existe também a possibilidade de adaptamos lentes permeáveis aos gases ou
semi-rígidas, do tipo semi-escleral ou escleral, falamos de lentes de diâmetro
compreendido entre os 15 e 18 mm, para os casos em que existe algum grau de olho
seco associado ao problema.
Quando as etapas anteriores falham, resta como alternativa para o queratocone o
implante de segmentos semi-circulares de PMMA, designado INTACS ou também Anéis
de Ferrara.
O objectivo é recuperar a acuidade visual do paciente através das modificações corneais
de aplanação e de aumento de espessura central e se caso o resultado seja limitado,
permita o uso de óculos ou lentes de contacto para o seu aperfeiçoamento.
Contudo, pode não impedir o transplante de córnea, última fase do processo evolutivo
da doença.
O Queratocone surge habitualmente na adolescência e estabiliza entre a terceira e
quarta década de vida.
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